Deputado Federal Antônio Palocci
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Concorrência em pauta
O Globo
16/05/2010

Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo
21/03/2010

Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010

CERTAMENTE o tema das reformas voltará a ocupar a pauta política no início do próximo ano. É natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo.

Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político, na busca de maior produtividade para os setores público e privado, aumentando a capacidade de crescimento dos países e do bem-estar de suas populações.

Num tempo recente, o chamado Consenso de Washington tentava ditar receitas prontas para as reformas em todos os países. Esse conceito fracassou completamente.

Estudos mais recentes têm demonstrado que, se é verdade que as reformas fazem bem ao tecido econômico, não é menos verdade que elas precisam responder aos desafios de cada período histórico e devem ser realizadas de acordo com as características próprias de cada economia, com o momento e o desenho adequados às necessidades evidenciadas pelo próprio processo econômico.

E mais, não se deve pensar apenas nas chamadas reformas estruturais, mas também nas chamadas reformas microeconômicas, que têm grande potencial de destravar gargalos fundamentais do desenvolvimento econômico.

Nos últimos anos, isso se mostrou bastante verdadeiro para o Brasil. Ao realizar a reforma da construção civil, com a lei nº 10.931, de 2004, equacionando questões como o valor incontroverso, o patrimônio de afetação, além de questões tributárias e de crédito, o governo Lula e o Congresso Nacional fizeram renascer o setor imobiliário, que vivia em estado quase catatônico.

O programa Minha Casa, Minha Vida, mais recente, deu um novo e vigoroso impulso ao setor.

O mesmo pode ser dito da nova lei de recuperação de empresas, a chamada Lei de Falências, que cumpriu um papel essencial na recente crise, salvando ativos tangíveis e intangíveis, que normalmente se perdiam nos processos intermináveis da antiga legislação.

O novo marco regulatório do setor elétrico é outro bom exemplo, assim como as leis de modernização do Judiciário e o novo Estatuto da Micro e Pequena Empresa -o Supersimples Nacional.

Merece destaque também a criação do crédito consignado, que deu poder de barganha ao trabalhador no sistema financeiro com o uso de seu principal ativo, que é o salário.

Completam essa lista de reformas microeconômicas a abertura do setor de resseguros, as novas normas contábeis e as letras bancárias de crédito.

Ainda aguardam votação definitiva as mudanças no código de processos, o cadastro positivo, a reforma do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência e o novo marco do pré-sal. Todas elas com enorme potencial de melhora regulatória e grande impacto no ambiente econômico.

No início do próximo governo, a questão se colocará novamente: quais as reformas mais importantes? Qual o melhor desenho para cada uma delas? Como construí-las num ambiente suprapartidário como instrumentos de melhora institucional do país, e não cabo de guerra entre governo e oposição?

Há temas que amadurecem naturalmente como consensuais, mas de desenho e construção complexos, como as questões tributárias, em particular a necessidade de uniformização do ICMS; a informatização da devolução de créditos; e a desoneração do investimento.

Há os temas da reforma política, cujo atraso provoca evidentes custos para a nossa democracia.

Mas há uma extensa agenda em diferentes áreas que merecem igual atenção: o crédito de longo prazo para financiar a infraestrutura, bem como o aperfeiçoamento dos mecanismos de licenças para os investimentos; o incentivo ao empreendedorismo; a melhora dos mecanismos de parcerias publico-privadas para a inovação, entre outras.

Continuar o esforço das reformas é certamente um caminho virtuoso.

Mas é preciso fazer as melhores escolhas, no tempo e na forma, para que elas signifiquem avanços reais que ajudem a situar o Brasil entre as principais economias do mundo.

ANTÔNIO PALOCCI FILHO, 49, deputado federal (PT-SP) e ex-ministro da Fazenda, escreve mensalmente, aos domingos, neste espaço.


 
A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010

A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010

O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010

O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010

A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010

A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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