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Concorrência em pauta
O Globo 16/05/2010
Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo 21/03/2010
Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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Em busca da produtividade O Globo 21/02/2010
O debate entre o lugar do mercado e do Estado na busca da melhor produtividade econômica tem a idade da pedra. Ele retorna com frequência, no calor dos eventos econômicos globais. Hoje vemos que muito provavelmente a verdade se situa menos num meio termo e mais na qualidade da relação entre instituições privadas e públicas.
Um olhar sobre nossa história recente encontrará bons exemplos, principalmente quando o setor público e o privado interagem com eficiência.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem enormes responsabilidades nos ganhos de produtividade da agropecuária brasileira, ajudando a transformá-la na mais competitiva de todos os continentes.
A Petrobras, além de seus ganhos próprios oriundos da pesquisa e inovação, as incentiva entre seus clientes e fornecedores privados, garantindo o excelente desempenho do país na produção de energia. Num outro extremo, nosso sistema financeiro deu indicações de estabilidade invejável durante a crise global graças à boa governança dos bancos e empresas do mercado de capitais, ao uso intensivo da tecnologia da informação, e à ação reguladora do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Criado em 2001, por um grupo de empresários liderados por Jorge Gerdau, o Movimento Brasil Competitivo (MBC) nasceu com a ideia de uma necessária intersecção de esforços entre os setores privado e público para impulsionar a inovação e competitividade de nossa economia. O Estado é visto como grande provedor de serviços, cuja qualidade afeta o ambiente em que se movem as empresas. Estas, por sua vez, precisam ser estimuladas a gerar talentos e aprendizado para enfrentar a competição nos mercados local e global.
Menos de uma década depois, o MBC tem reunido uma experiência que precisa ser difundida. O maior mérito está na eficiência de suas ações e programas. Não se trata de um fórum de intermináveis discussões e reivindicações, mas de uma plataforma de gestão de projetos destinados a elevar a produtividade dos serviços públicos e das empresas.
Para tal, incorporou ao seu conselho lideranças empresariais e governamentais.
Seus financiadores são empresas privadas e públicas e seus projetos definidos em termos de duração, metas claras e rigoroso monitoramento de resultados.
Há diversos programas em andamento junto a governos estaduais e municipais com o objetivo de modernizar a administração pública, voltados a uma melhor gestão das despesas e receitas. Do mesmo modo, outros projetos feitos em conjunto com órgãos como o Sebrae visam a aumentar a competitividade de micro e pequenas empresas, além de diferentes programas destinados a acelerar a adoção da inovação e do design com incentivos à pesquisa e ao desenvolvimento empresarial.
Porém, o grande esforço válido, tanto para governos como para empresas, tem sido a construção de indicadores que permitam mensurar, de modo mais preciso possível, o impacto de cada projeto. Aqui, o pragmatismo se junta ao reconhecimento de que a experimentação controlada é fundamental para a correção de programas de investimentos e gastos, para seu aperfeiçoamento, ou mesmo para sua extinção. Um contraste importante com a viciada tradição pública de manter e multiplicar indefinidamente programas concorrentes e redundantes. Um ganho também para as empresas, que tendem ao desperdício de recursos em atividades distantes de seu foco nos momentos de bonança ou a cortá-los em áreas estratégicas como a de pesquisa e desenvolvimento de produto durante os tempos difíceis.
Dani Rodrik, prestigiado professor de economia em Harvard, afirma que a promoção bem-sucedida do crescimento e do progresso tecnológico tem raízes específicas nos contextos sociais e institucionais dos diferentes países, e que as prescrições dogmáticas tendem a resultados medíocres.
Talvez o Movimento Brasil Competitivo projete, com suas práticas, um instrumento bastante útil de construção de nosso progresso, onde o mercado e o Estado podem funcionar melhor com base em persistente interação. Uma interface de construção de projetos comuns, sistematicamente revisados à luz da experiência.
As instituições resultantes desse processo poderão tornar-se poderosas alavancas para nosso salto em direção a uma nação rica.
ANTÔNIO PALOCCI é deputado federal (PTSP) e foi ministro da Fazenda.
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A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010
A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010
O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010
O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010
A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010
A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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