Deputado Federal Antônio Palocci
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Concorrência em pauta
O Globo
16/05/2010

Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo
21/03/2010

Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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Sobre Formigas e Cigarras
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O salto triplo da carne
O Globo
20/12/2009

A internacionalização dos frigoríficos brasileiros tornou-se notícia na mídia econômica mundial neste ano, com as mais recentes aquisições em mercados avançados. Neste último período, nossa exportação foi multiplicada por dez, nossa pecuária teve um grande aumento de qualidade e produtividade e nossa indústria gerou a maior multinacional do setor, com peso equivalente no mercado de proteínas animais a uma Vale do Rio Doce no mercado de minérios. Um feito notável se levarmos em conta que os principais competidores são economias ricas, como os Estados Unidos, a Austrália e o Canadá.

Cabe lembrar que, até a década de 90, a cadeia da carne era das mais informais, fragmentadas e precárias. Essa virada, ocorrida em poucos anos, encerra um aprendizado para as empresas e o governo, de modo a orientar a evolução de outros setores industriais no país, em particular onde nossa vocação produtiva é mais consistente.

Inicialmente, é preciso salientar a alteração do ambiente econômico desencadeada pela estabilidade prolongada, que reduziu o componente especulativo e patrimonialista da pecuária, marcado pelas imagens bizarras da “caça ao boi no pasto”, na década de 80. Além disso, ao longo da segunda metade dos anos 90, as iniciativas de regulação fitossanitária exigiram a adequação crescente de criadores e frigoríficos às normas internacionais.

Mas o primeiro grande salto viria com a iniciativa empreendedora dos principais frigoríficos, que passaram a buscar o mercado externo com grande ousadia no início desta década, provocando dois efeitos importantes: o crescimento do peso da indústria no sistema produtivo da carne, com a criação de empresas de maior porte, e o mais importante: a elevação dos padrões de eficiência e qualidade da produção, dadas a exigência dos importadores e as normas rigorosas dos grandes mercados consumidores.

O segundo salto foi decorrência do primeiro: empresas que exportam tendem a formalizar sua atividade para acessar as linhas de crédito de comércio exterior. Esse movimento coincidiu com o fortalecimento de nosso mercado de capitais, fornecendo recursos para novos investimentos. O acesso ao crédito a custos competitivos franqueou ao Brasil a posição de maior exportador mundial de carne, passando de média anual de US$ 500 milhões, ao fim da década passada, para mais de US$ 5 bilhões, no último ano, desafiando as oscilações do câmbio e as barreiras técnicas e comerciais impostas por muitos países.

O terceiro grande salto é a internacionalização.

A força financeira e comercial acumulada por nossas principais empresas deu-lhes a possibilidade de buscar aquisições em outros países, ampliando nosso acesso aos principais mercados do mundo. Além disso, este processo abre a possibilidade de diversificação da oferta de produtos como suínos, aves e alimentos processados, além da incorporação de novas competências gerenciais e financeiras.

No plano interno, esse movimento permitiu também a fusão e incorporação de marcas de grande tradição, que se viram abaladas no momento mais agudo da crise financeira atual.

Outro fator relevante a notar é a evolução da pesquisa genética no país. A combinação de iniciativas do setor privado com a excelência do trabalho da Embrapa tem sido fator decisivo para a inovação no setor, com enormes ganhos de produtividade.

Mais recentemente, a simplificação da legislação tributária trouxe novos estímulos ainda não totalmente incorporados.

Tudo indica que a estabilidade econômica, somada às medidas de fortalecimento do ambiente institucional, tem o poder de desencadear processos empresariais virtuosos.

Ademais, confirma-se que a exposição ao comércio internacional traz uma expertise fundamental, tanto no que tange à melhora do produto quanto ao impulso na adoção de melhores práticas empresariais.

Finalmente, a busca de consolidação e escalas com apoio do mercado de capitais e do BNDES está permitindo o ingresso do setor numa nova fase: a de liderança global do Brasil no setor de proteínas animais.

ANTÔNIO PALOCCI é deputado federal (PT-SP) e foi ministro da Fazenda.


 
A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010

A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010

O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010

O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010

A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010

A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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