Deputado Federal Antônio Palocci
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Concorrência em pauta
O Globo
16/05/2010

Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo
21/03/2010

Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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Etanol: competitividade econômica e ambiental
Revista Opiniões
05/03/2009

Os mais de 30 anos de investimentos em produção e pesquisa do etanol carburante de cana-de-açúcar colocam o Brasil numa perspectiva muito positiva frente aos atuais desafios do desenvolvimento mundial. Isso porque, para as lideranças das grandes nações, já não é mais possível falar em desenvolvimento econômico sem considerar a realidade das mudanças climáticas.

A mudança radical dos discursos e compromissos anunciados na transição do governo americano, em termos de medidas de enfrentamento do aquecimento global, mostra a prioridade que o tema deve adquirir no próximo período.

Dos EUA de Bush, que renunciou ao protocolo de Kyoto, aos EUA de Obama, que adota seguidas medidas de redução de emissões poluentes, o que mudou foi a percepção e a pressão da sociedade, em todos os continentes, por novos valores éticos e ambientais para o desenvolvimento econômico futuro.

Nos melhores centros do pensamento econômico e de desenvolvimento, o que se discute é um caminho de retomada do crescimento mundial sob novas bases, deixando para trás um passado de descompromisso com a regulação dos mercados e com solene desprezo ao meio ambiente.

Além de Obama, o primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown, a alemã Ângela Merkel, os líderes do Japão e da China e o presidente Lula, todos têm colocado o tema das mudanças climáticas na pauta de prioridades.

Assim, é muito provável que a retomada do ciclo econômico, após a superação da grave crise financeira atual, virá pautada pelos cuidados necessários em termos de combustíveis renováveis, preservação das florestas e redução da emissão de gases de efeito estufa, entre outras iniciativas.

É nesse contexto que o etanol de cana-de-açúcar poderá ocupar um espaço de grande destaque, à medida em que, ao longo do último período, tornou-se o único produto que consegue combinar produção em grande escala e preços competitivos.

Mas, a melhor garantia para um produto conquistar o mercado global é a existência de um mercado nacional amplo e sustentável. E, nesse particular, o etanol carburante só tem ampliado seu espaço no mercado brasileiro, superando o consumo nacional de gasolina. E isso foi possível, de novo, pela via da pesquisa e inovação, através da introdução dos motores flexíveis, que já ocupam a quase totalidade dos automóveis novos produzidos no Brasil. 

Os motores flexíveis favorecem o combustível mais competitivo em cada momento, em termos de preço e desempenho, à medida em que transfere para o consumidor a decisão de uso. 

Com a substituição natural da frota atual por uma frota quase totalmente composta de carros com motores flexíveis, somado à demanda do etanol anidro misturado à gasolina, o mercado nacional de etanol terá dimensão suficiente para sustentar a exploração de mercados externos, de maneira sistemática e competitiva.

Mas, há ainda duas questões sobre as quais o setor sucroalcooleiro precisa se concentrar, com pensamento num futuro próximo: o melhor uso do bagaço de cana e a regulamentação do etanol como parte da matriz energética brasileira. No primeiro caso, no curto prazo, a alternativa de produção de energia com a queima do bagaço tem se mostrado economicamente viável.

No médio prazo, é fundamental que o Brasil, através de seus centros de pesquisa públicos e privados (Embrapa, Petrobrás, Copersucar, universidades, entre outros) consiga manter-se na fronteira da pesquisa do etanol celulósico, obtido pela hidrólise da celulose. 

Esta linha de pesquisa, já com resultados laboratoriais consistentes, embora não em termos de produção e comercialização, promete alterar o futuro dos combustíveis renováveis. E o Brasil não pode perder a dianteira nesse mercado, à medida em que manteve larga e distante liderança nas últimas décadas, em termos de produtividade em combustíveis limpos.

Mas, é sempre bom lembrar que liderança passada não garante liderança futura. O investimento em tecnologia e inovação precisa ser permanentemente ampliado. A segunda questão, relativa à regulamentação do etanol carburante na matriz energética, diz respeito à necessidade de legislação específica para o etanol.

No passado recente, algumas iniciativas tentavam colocar o etanol nos mesmos patamares de regulação do petróleo. Mas, esses produtos são sensivelmente diferentes.

Os modelos de exploração, os sistemas de comercialização e as cadeias produtivas são completamente diversas, o que exige legislação própria para o etanol. Isso permite que o produto transite da política de agricultura para a política energética e faz com que a lei sacramente o que já ocorre na prática, à medida em que, definitivamente, o etanol é um assunto mais vinculado ao setor energético do que ao agrícola.

Mas, muito se pode questionar sobre tais perspectivas para o etanol, frente à desanimadora evolução da crise financeira mundial. De fato, se um mundo abre-se como perspectiva para o etanol, esse mesmo mundo está se fechando fortemente para o crescimento econômico e o comércio mundial.

O ano em curso é pouco promissor para qualquer setor da economia, embora os níveis de preços devam continuar com alguma volatilidade e buscando patamares mais realistas. Contrariando muitos analistas, as commodities agrícolas abriram o ano em forte alta. Mas, o fluxo do comércio mundial tende a permanecer retraído e já se fala em crescimento mundial a uma taxa próxima de zero.

Mesmo os países emergentes, que em todo o primeiro ano da crise mostraram-se resistentes e muito pouco afetados, tiveram impactos mais fortes a partir de setembro do ano passado.

A sequência de eventos bancários e financeiros, que se sucedeu à quebra do Banco Lehman Brothers, o que ampliou a crise de confiança, atingiu fortemente as economias emergentes, paralisando o crédito e interrompendo um curso de crescimento vigoroso da produção e do emprego.

De fato, sem que haja a recuperação do crédito, a superação dos problemas de alavancagem das economias mais ricas e a normalização do comércio mundial, dificilmente abrir-se-á perspectivas positivas para grandes setores econômicos. A crise atual é de enormes proporções e pode exigir muito esforço e algum tempo para a sua superação.

Isso faz com que, no curto prazo, o setor sucroalcooleiro veja-se diante de desafios complexos, em particular aqueles relativos a investimentos e aquisições do período anterior ao aprofundamento da crise, em setembro. O mundo econômico mudou radicalmente nos últimos seis meses. Isso exigirá esforços de ajuste e adaptação.

O Brasil sofre o impacto da crise, mas resiste com muita força à piora de seus fundamentos, à medida em que o quadro fiscal e monetário, além da dívida pública, permanecem equilibrados e as reservas internacionais funcionam como um seguro de força e qualidade. O governo vem adotando um conjunto de medidas para amenizar a falta de crédito, que tem pressionado as empresas em todos os níveis. Será um ano de muito trabalho.

Mas, nem mesmo a presença de uma crise destas proporções elimina as perspectivas positivas do etanol no Brasil e no mercado mundial.

Não apenas as perspectivas que já existiam no passado, mas agora ainda mais promissoras, pois a construção de um novo ciclo de crescimento, com bases mais sustentáveis, onde as fontes de energia limpa sejam a grande prioridade, parece estar presente de maneira definitiva na agenda das principais lideranças mundiais.

Um novo ciclo de crescimento econômico, eticamente regulado e ambientalmente sustentável, é um caminho natural que emergirá da superação da crise econômica em curso.


 
A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010

A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010

O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010

O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010

A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010

A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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