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Concorrência em pauta
O Globo 16/05/2010
Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo 21/03/2010
Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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Força empreendedora O Globo 15/02/2009
Conheci José Alencar no início de 2002, quando ele estava indicado para ser candidato a vice-presidente na chapa de Lula. Ele visitou o comitê de campanha em São Paulo, e Lula pediu para que eu apresentasse a ele os pontos principais do programa de governo que estávamos elaborando. Sabia que José Alencar era um grande empresário mineiro, senador da República, homem honrado.
Ele sentou-se na sala, ao lado de sua esposa, D. Marisa, e ouviu, com respeitosa atenção, as minhas considerações sobre o programa de governo. Fez breves comentários sobre produção e financiamento no Brasil e se mostrou muito simpático e colaborador.
A segunda vez que encontrei José Alencar foi na convenção oficial que homologaria a chapa Lula/Alencar para aquelas eleições. Ao ser anunciado, José Alencar foi aplaudido de pé. Mas um pequeno grupo de jovens ensaiou uma tímida vaia, quase imperceptível. Só vi porque estava em frente àqueles jovens. Mas José Alencar ouviu bem e percebeu que precisava ensinar alguma coisa para aqueles meninos.
Deixou seu discurso escrito de lado e começou a contar a sua dura jornada para construir uma grande empresa. Não comentou as vaias, mas dedicou claramente aquele discurso aos jovens presentes, para que eles entendessem que, antes de uma grande empresa se tornar uma herança, ela precisa ser construída do zero. Alencar deu detalhes de cada passo para a construção desse imenso e moderno parque industrial da Coteminas.
Olhando para os jovens, explicou que, durante muitos anos, dormiu em pensões. Algumas vezes, dormiu nos corredores das pensões, para construir, passo a passo, ma empresa baseada no trabalho honrado e no esforço cotidiano. No final de seu discurso, toda a convenção o aplaudiu de pé. Notei que aqueles jovens que o eceberam com indiferença se levantavam também, e o aplaudiam com entusiasmo.
Naquele dia e na rica convivência posterior com José Alencar, aprendi muito sobre o valor das empresas, de suas marcas, de suas plantas industriais, da qualidade de seus trabalhadores, de suas máquinas. Aquilo que os economistas chamam de "ativos tangíveis e intangíveis".
Hoje, no momento mais agudo de uma crise econômica mundial de duração e intensidade ainda indefinidas, as lembranças desses episódios com José Alencar me azem pensar na importância da preservação de nossas empresas e de seus empregos.
É fato que a reação do Brasil à crise tem sido de grande resistência, com os chamados fundamentos econômicos em situação muito fortalecida: grande volume de eservas, dívida pública em queda acentuada, inflação sob controle, câmbio flexível, crescentes ganhos de produtividade, aumento importante do emprego formal e da renda, melhoria crescente na distribuição da renda, entre outras tantas coisas positivas.
Mas é certo também que a crise trouxe desafios de curto prazo para as empresas, particularmente as exportadoras. O comércio internacional desabou de forma surpreendente nos últimos meses, exigindo ajustes bruscos e emergenciais em empresas de manufaturados e do agronegócio que acumulavam um desempenho spetacular nos últimos anos.
O governo federal e muitos governos estaduais e municipais têm tomado medidas seguidas para amenizar os efeitos sociais da crise. As medidas tributárias e de rédito para o setor automotivo, por exemplo, tiveram um resultado muito positivo. Mas nenhum governo poderá restabelecer os níveis de comércio exterior verificados té meses recentes. O mundo mudou profundamente e será preciso lidar com essa nova realidade.
Acreditar na nossa força empreendedora, no vigor dos nossos trabalhadores e na qualidade de nossas empresas é um bom começo. Trabalhar muito é um bom caminho.
Para quem se sentir desanimado e descrente, vale a pena conhecer algo mais sobre José Alencar, seu esforço para construir um país melhor e sua luta pela vida. Pessoas como ele têm muito a ensinar às novas gerações. A muitos de nós, que não estamos acostumados a enfrentar dificuldades.
ANTÔNIO PALOCCI é deputado federal (PT-SP) e foi inistro da Fazenda
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A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010
A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010
O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010
O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010
A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010
A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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