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Concorrência em pauta
O Globo 16/05/2010
Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo 21/03/2010
Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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Escolhas difíceis O Globo 21/12/2008
Há diferentes opções de política econômica para o Brasil diante dos impactos da crise financeira global. As respostas dadas pelo governo até aqui estão na direção certa: suprir linhas para comércio exterior, aumentar a liquidez do sistema financeiro e aprimorar os investimentos em infra-estrutura. O alongamento do prazo de recolhimento de tributos e a redução das alíquotas em alguns casos também colaboram com maior disponibilidade de capital de giro para as empresas.
Em certos setores – como a construção civil e o automobilístico –, o governo tem procurado agir de forma mais ampla, por tratar-se de segmentos quase que inteiramente dependentes de crédito, instrumento que sofre mais com a crise. No caso dos automóveis, o governo federal ofereceu mais R$ 4 bilhões em linhas de crédito (no que foi acompanhado pelo governo de São Paulo) e reduziu o IPI do setor, que já somava 300 mil veículos nos pátios.
O tempo vai mostrar tanto os efeitos como as limitações dessas iniciativas. Neste caso, a primeira quinzena de dezembro (antes da redução do IPI) mostrava uma retração de 3,6% nas vendas de veículos em relação ao mesmo período no mês anterior. Como a queda em outubro fora de 11% e de 26% em novembro, é provável que se consiga pelo menos atenuar o impacto da crise no setor.
Ao dirigir-se a prefeitos recentemente eleitos, o presidente Lula insistiu em outro ponto fundamental: a economia de recursos. Em períodos de retração como este, a contenção de despesas deve ser prioridade. Mas deve ocorrer sobre o custeio e não sobre o investimento.
Uma boa gestão dos recursos públicos, aumentando a vigilância sobre gastos evitáveis e fortalecendo os investimentos em infra-estrutura, traz um duplo benefício: melhora o desempenho econômico local e, ao mesmo tempo, o bem estar das famílias, o que também ajuda a atenuar os efeitos da retração.
Investimentos em infra-estrutura ocorrem uma única vez, com benefícios sociais e econômicos de longa duração. Já os gastos com custeio elevam as obrigações fiscais de forma permanente, e os benefícios sociais e econômicos nem sempre são positivos. Longe de querer tratar bons serviços de saúde, educação e segurança como gastos negativos, mas quem conhece minimamente o serviço público sabe que há gorduras em todos os níveis da Federação. Por isso, trocar custeio por investimento é uma boa decisão para a administração pública, em todos os níveis, colaborar com os esforços contra os efeitos sociais da crise.
No setor privado, o capital de giro ainda é um fator de insegurança e deve ser acompanhado com atenção. O sistema financeiro nacional está mais demandado do que antes. Duas importantes fontes de recursos para as empresas – o mercado de capitais e as linhas externas – secaram quase que completamente. Isso gera uma enorme pressão adicional sobre o sistema de crédito em um momento em que ele está retraído.
O apoio dos bancos públicos será mais eficiente no auxílio à normalização do sistema do que para tentar substituí-lo. Novos mecanismos de incentivo à poupança de longo prazo, em detrimento da poupança de liquidez diária, também pode ajudar a estabilizar o mercado de crédito.
Há quem pergunte se o governo não estaria mais preocupado com as empresas e a economia do que com os trabalhadores. Mas é inegável que o meio mais eficaz de apoiar os trabalhadores é assegurar o bom funcionamento das empresas.
Diante da inevitabilidade de alguma desaceleração do crescimento, as escolhas de política econômica devem ser racionais e com pensamento de longo prazo. Agindo assim, ainda encontraremos espaços de estímulo tributário e de política monetária capazes de ajudar a economia a se ajustar e retomar um bom ritmo de crescimento.
Não há motivo para pânico ou desânimo. O Brasil pode atravessar a crise com serenidade, pois fez a lição de casa nos últimos anos. A hora é de trabalho duro e persistente.
Antônio Palocci é deputado federal (PT-SP) e foi ministro da Fazenda
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A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010
A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010
O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010
O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010
A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010
A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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