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Concorrência em pauta
O Globo 16/05/2010
Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo 21/03/2010
Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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Megassocorro O Globo 21/09/2008
Nas duas últimas semanas, houve uma profunda piora da crise financeira americana. Após resgatar as duas gigantes do mercado hipotecário, Fannie Mae e Freddie Mac, as autoridades americanas tentaram uma nova aposta, deixando o Banco Lehman Brothers à própria sorte. Não funcionou e foi preciso correr para resgatar outra gigante, agora do mercado de seguros, a AIG.
Já foram consumidas dezenas de bilhões de dólares desde o inicio da turbulência, mas até aqui não houve sinais importantes de arrefecimento da crise. Até que o Fed e o Tesouro americano anunciaram uma nova estratégia: um megassocorro para os ativos não líquidos das instituições financeiras, conseguindo algum alívio nos mercados.
Cresceu nos últimos dias a sensação de que a deterioração do sistema financeiro dos EUA possa contaminar, com alguma profundidade, o equilíbrio de muitos outros países. O furo da bolha imobiliária já havia chegado à Inglaterra, Irlanda e Espanha. A queda do ritmo de crescimento já era sentida na Zona do Euro e no Japão, com a divulgação dos dados do segundo trimestre. Mas, nesta semana, algo mais importante parecia acontecer: um enorme desastre na economia americana, com reflexos inevitáveis em todas as economias do planeta. Foi a partir daí que as autoridades sinalizaram com o megassocorro, cuja estruturação ainda terá que ser construída nas próximas horas.
Se agiram certo ou não só o tempo vai dizer. O fato é que as autoridades perceberam que corriam atrás da crise, ficando sempre a reboque dos acontecimentos. Ficou claro que algo mais amplo precisava ser feito. Mas os riscos não diminuíram: apenas criou-se uma nova expectativa. As autoridades terão que dar conta de suas próprias palavras. Numa situação como esta, quando se decide aplacar a crise abraçando as perdas, não se consegue ficar no meio do caminho. A tendência é ir fundo, sendo que o fundo ainda não é visível.
Na próxima semana, vamos saber se a declaração de guerra do Tesouro e do Fed surtirão efeito. Tudo indica que sim. E saberemos também a resposta das autoridades de outros países do chamado mundo desenvolvido, onde instituiçõesfinanceiras também cambaleiam.
Para nós, no Brasil, parece que esta crise está bem longe. Nossa economia cresce gerando empregos, nossas contas externas continuam fortes, nossos bancos vão bem, obrigado! No geral, os países emergentes têm conseguido alguma distancia da crise. Mas o que abala o mundo rico não é coisa pouca, é algo com poucos precedentes na história. Alguns acham que o liberalismo acabou. Parece mais que ele usa, agora, a última de suas armas: os recursos do contribuinte.
Restará, para depois dessa crise, além de um imenso problema fiscal, um grande desafio a respeito do funcionamento das finanças e do mercado de crédito. Após um período onde tudo parecia possível e a liquidez era interminável, veio a dura realidade: bolhas são bolhas, e sempre terminam mal. Empréstimos sem garantias tendem a não ser honrados. Não há criatividade ou arquitetura financeira que evite o inevitável. Os mercados de derivativos e os mecanismos de alavancagem, que alimentaram essa enorme liquidez, serão fortemente questionados. Os sistemas de vigilância, regulação e avaliação de riscos terão que ser revistos.
Os organismos multilaterais, por sua vez, terão que reformular suas agendas, seus procedimentos e, principalmente, seus critérios de decisão. Mas o principal desafio será o de encontrar uma nova maneira de construção de acordos globais. A cúpula do G7, que reúne as principais economias e onde grandes acordos deveriam se produzir, mostrou-se inoperante e ineficaz. Suas reuniões têm se limitado, nos últimos anos, a declarações protocolares, vazias de conteúdo e iniciativas comuns. E não consegue avançar porque não responde à mais simples das questões: porque G7? Onde está, afinal, o lugar das grandes economias e dos países emergentes que avançam fortemente na cena mundial?
As crises, que custam tão caro aos países, expõem fragilidades que precisam ser enfrentadas. Se as grandes lideranças mundiais continuarem a evitar esses desafios, estaremos apenas saindo desta crise para construir a próxima.
Antônio Palocci é deputado federal (PT-SP) e foi ministro da Fazenda.
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A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010
A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010
O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010
O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010
A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010
A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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