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Concorrência em pauta
O Globo 16/05/2010
Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo 21/03/2010
Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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Depois da tempestade O Globo 14/10/2007
A crise que chacoalhou os mercados financeiros nas últimas semanas tem um aspecto singular. As perdas propriamente ditas não foram tão significativas. Até porque as hipotecas subprime, mesmo sendo nos EUA, representam uma parcela relativamente pequena do mercado de crédito.
A retração do crédito ocorreu porque ninguém sabia exatamente onde estava o risco e como ele havia sido distribuído. Na dúvida, ninguém empresta. Por isso, houve a necessidade de injeções tão maciças de liquidez. Ainda há riscos potenciais presentes, e incertezas sobre o impacto desses eventos nas diferentes regiões. Mas tudo indica que a economia mundial caminha para a normalidade.
Aqui, merece destaque a resistência apresentada pela economia brasileira no período. Ao se deparar, nas duas últimas décadas, com situações semelhantes, o Brasil mergulhava em crise profunda. A fuga de capitais produzia grandes desvalorizações da moeda, com descontrole da dívida pública e perda de renda para as empresas e para as famílias.
Desta vez, porém, foi muito diferente. O esforço de mais de uma década para controlar a inflação mostrou-se à altura. As ações mais recentes para reduzir e alongar o passivo externo, ao lado da confiança no desempenho fiscal do país, mostraram seu valor. Ajudou muito para essa estabilidade a percepção de que, apesar da desaceleração americana, outras regiões do mundo, e em particular a Ásia, continuarão a crescer fortemente, demandando insumos básicos que o Brasil produz com eficiência e abundância.
Mas não vamos nos iludir. Passada a tempestade, o pior dos erros seria considerar que está tudo resolvido e que podemos saborear as vantagens de um longo “ciclo de commodities”. Muito pelo contrário! Os bons resultados obtidos até aqui recomendam persistir em políticas sólidas que assegurem os investimentos desejados.
Isso exige um funcionamento mais sofisticado, embora não complicado, da economia brasileira. Trata-se de ter redes de incentivos típicas de ambientes de negócios estáveis, transparentes e onde a eficiência é premiada. O recente leilão de concessão das rodovias federais mostrou o grande potencial de atração do investimento privado de projetos bem desenhados.
Para o Brasil continuar a vencer, temos que afastar as dúvidas. Não sobre o passado ou o presente, mas sobre o médio prazo. Esse tempero é essencial para que o aumento de demanda – especialmente a interna – que ocorre, hoje, se traduza em um ciclo mais longo de crescimento. Mas sem ressaca! Aumentar a eficiência e permitir um choque de oferta evitará que o impulso da demanda bata no muro da inflação.
Na área tributária, por exemplo, é importante que a CPMF seja preservada, pois a estabilidade das contas públicas não pode dispensar R$ 40 bilhões de uma hora para outra. Mas também é inegável que o país não pode perder a oportunidade de realizar uma reforma tributária que simplifique a estrutura de impostos, reduza ordenadamente o peso dos tributos e facilite a vida do empreendedor.
Se é verdade que o Estado precisa estar mais bem equipado nas áreas sociais, na justiça e na regulação, também são urgentes os esforços para melhorar a produtividade do setor público. As despesas ineficientes, que pouco somam à vida do cidadão, devem ser sistematicamente revisadas.
Diminuir a incerteza estimula os empreendedores em todos os níveis. Um caminho já testado para isso são as reformas institucionais, como as que, nos últimos anos, revolucionaram o mercado imobiliário. Há outras nessa mesma linha sendo votadas no Congresso. Tratam sobre as novas Normas Contábeis, o Cadastro Positivo, o aperfeiçoamento das Agências Reguladoras e a criação do novo Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. Há também os projetos que completam a reforma do Judiciário.
O bom funcionamento do setor público e a superação das travas que ainda emperram a iniciativa privada serão os maiores desafios do Brasil nos próximos anos.
ANTONIO PALOCCI é deputado federal (PT-SP) e foi ministro da Fazenda.
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A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010
A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010
O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010
O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010
A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010
A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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