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Concorrência em pauta
O Globo 16/05/2010
Nossa história econômica de décadas de alta inflação, crises do balanço de pagamentos e experiências erráticas dos sucessivos planos de estabilização criou, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a convicção de que a estabilidade econômica é um pressuposto básico para o crescimento de longo prazo. Hoje se consolida entre analistas e gestores públicos, ele avalia, uma nova convicção: o crescimento sustentável se relaciona também com a construção de instituições que regulem o funcionamento dos mercados gerando segurança e previsibilidade.
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Nova oportunidade para a América Latina
O Globo 21/03/2010
Num momento em que a recuperação da economia mundial se dá de maneira bastante diferenciada entre os países e nos diferentes continentes, a observação da rápida superação da crise e da retomada do crescimento em muitos dos países da América Latina mostra, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), uma oportunidade nova para o desenvolvimento e a tão acalentada integração da região.
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A mãe de todas as batalhas O Globo 23/12/2007
A responsabilidade fiscal é o mais importante pilar das políticas públicas. Inclusive, como apoio fundamental à política monetária que, sem seu concurso, perde largamente sua eficácia. Isso vale mesmo para países desenvolvidos. Em países altamente endividados como o Brasil, a poupança pública é muito mais do que isso: é também um instrumento de crescimento e sustentação de políticas sociais. O esforço fiscal de longo prazo dá sustentabilidade e consistência a elas. Ao assegurar a estabilidade, permite o aumento do produto, da arrecadação e, assim, dos orçamentos para respaldar esses programas. Países endividados que desprezam a responsabilidade fiscal tendem ao desastre econômico. O plano Real foi iniciado, ainda no governo Itamar, respaldado em bom superávit primário. Já o primeiro governo FHC ancorou a estabilidade apenas no cambio, com forte piora no resultado fiscal. E isso se refletiu na crise cambial de 1999 e na forte elevação da dívida pública. No segundo, o desempenho fiscal melhorou muito, reforçado pela aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que propiciou o início de um promissor ciclo de crescimento, só abortado em 2001 pela combinação de três eventos: a crise argentina, o apagão elétrico e o ataque ao World Trade Center.
No governo Lula, o esforço fiscal foi ampliado, resultando em enormes benefícios para a política monetária e para os programas sociais. Já se completam cinco anos de redução da dívida pública, uma conquista fundamental para a economia brasileira. A melhora da qualidade das políticas fiscal e monetária desenha, agora, o mais longo e consistente ciclo de crescimento da história recente. O bom momento da economia mundial ajudou, é verdade, mas os países que não fizeram a lição de casa colhem maus resultados.
O fim de ano trouxe, contudo, uma incerteza no campo das contas públicas: a não renovação da CPMF pelo Senado. A arrecadação da CPMF quase equivale ao superávit federal dos últimos anos. E agora, José? Estavam certos os que alertavam sobre o perigo da não prorrogação para o equilíbrio das contas públicas? Ou quem dizia que a arrecadação recorde dispensava a CPMF?
Os EUA viveram esse dilema na última transição de governo. Clinton terminara o mandato com enorme superávit, enquanto Bush se elegera prometendo reduzir impostos. Fizeram as contas e concluíram que, mesmo com a diminuição, o superávit permaneceria elevado. Mas esqueceram de contabilizar os efeitos da crise do setor PontoCom. O desastre foi total: as receitas despencaram e os EUA entraram em profundo déficit fiscal, sem conseguir sair dele até hoje.
Isso pode ocorrer no Brasil? Não é provável. Primeiro, porque não há uma crise de ativos à vista, como lá. Segundo, porque nem os ministros Guido Mantega e Paulo Bernardo, nem o presidente Lula cogitam reduzir as metas fiscais, como declararam repetidas vezes. Nesses últimos anos o governo tem cumprido com rigor suas metas. Além disso, a Desvinculação de Receitas da União foi mantida pelo Senado, o que auxilia o esforço fiscal.
Mas, a situação atual não é trivial. Ela exigirá um esforço enorme – do tamanho dos R$ 40 bilhões da CPMF – para que o compromisso do governo se realize. Há várias opções, algumas brutas e outras mais saudáveis. Será preciso cortar gastos que não comprometam áreas sensíveis como saúde, educação e segurança. O crescimento da arrecadação é boa aliada, mas se trata de um movimento cíclico e não permanente. Não é garantia de longo prazo.
Embora seja legal, recriar a CPMF não parece ser uma solução adequada. No curto prazo o corte de gastos é a medida mais consistente. Mais a frente uma abordagem mais ampla sobre a política tributária seria uma boa escolha.
Afinal, já passou da hora de simplificar o sistema tributário.
O fim da CPMF é sim um risco. Mas, a melhor forma de enfrentá-lo é transformá-lo em oportunidade, fazendo uma faxina modernizadora nos tributos e garantindo a sustentabilidade de longo prazo das contas públicas. Este é o primeiro desafio do próximo ano: bom 2008 para todos!
ANTONIO PALOCCI é deputado federal (PT-SP) e foi ministro da Fazenda
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A formalização da economia
Folha de S. Paulo
25/07/2010
A partir do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais, destaca o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Naquele ano, observa, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados.
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Reformar para crescer
Folha de S. Paulo
27/06/2010
O tema das reformas voltará, segundo o deputado Antônio Palocci (PT-SP), a ocupar a pauta política no início do próximo ano. Para ele, é natural que seja assim: se não se fala nelas ao final de um governo, não se fala em outra coisa no início de um novo. Redesenhar instituições democráticas, aperfeiçoar marcos regulatórios, azeitar os mecanismos que melhorem o ambiente econômico é pauta que se renova a cada momento político.
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Crescimento de longo prazo
Folha de S. Paulo
30/05/2010
O equilíbrio das contas públicas, ao longo do tempo e em todos os continentes, tem se mostrado, ao fim e ao cabo, o ponto nevrálgico do equilíbrio econômico; precondição necessária, embora não suficiente, ao crescimento de longo prazo, avalia o deputado Antônio Palocci (PT-SP). Para ele, em geral, os governos cometem graves erros de cálculo nessa questão, incorrendo em custos sociais profundos e duradouros.
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PIB brasileiro deve expandir-se 7,10% em 2010, aponta Boletim Focus
Valor Online
23/08/2010
A economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%. Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus.
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Desemprego cai para 7% em junho e é o menor desde 2002, mostra IBGE
Portal G1
22/07/2010
A taxa de desemprego caiu para 7% em junho, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE. No mês anterior, maio, o índice havia sido de 7,5%. Em junho do ano passado, a taxa registrada foi de 8,1%.
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